O CREMERJ manifesta seu apoio à nova paralisação dos médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) da cidade do Rio de Janeiro, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de agosto. O movimento reivindica melhorias fundamentais para a valorização da categoria e para a qualidade da assistência prestada à população.
Entre as principais pautas estão: a recomposição salarial de todas as categorias para os valores previstos em contrato, o pagamento do adicional de insalubridade com efeito retroativo, a garantia de manutenção das gratificações e adicionais vigentes até 2028, e a proteção das bolsas complementares dos residentes do programa de Medicina de Família e Comunidade.
Nesta sexta-feira, 1º de agosto, a Prefeitura do Rio solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determinasse a manutenção de 80% dos médicos em atividade durante a greve, permitindo apenas 20% de adesão ao movimento. A presidência do TRT negou o pedido da prefeitura, mantendo os percentuais deliberados na assembleia do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro — 30% de profissionais trabalhando e 70% em greve —, reconhecendo a legitimidade do movimento.
O CREMERJ reforça que o diálogo com os gestores públicos é essencial e que os médicos devem ser valorizados e respeitados em suas condições de trabalho. A luta da categoria é legítima e reflete diretamente no cuidado e na segurança assistencial oferecidos à população.