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O CREMERJ, por meio do seu Departamento de Fiscalização (Defis), realizou uma vistoria, nesta quarta-feira, 21 de outubro, nas clínicas de estética do grupo Celita Toledo, situadas em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. A fiscalização, que aconteceu de forma conjunta com a Delegacia do Consumidor (Decon RJ) e com a Vigilância Sanitária, integrou mais uma operação da Decon RJ nas unidades do grupo, que, de agosto a outubro, já foram fiscalizadas pelos órgãos em três ocasiões.

Após a última vistoria no local, ocorrida em setembro, o Cremerj enviou uma notificação ao Projeto Celita Toledo, sinalizando a possibilidade de interdição ética no local, e deu um prazo para que a unidade solucionasse as irregularidades. Entre os apontamentos mais críticos, estavam a falta de confirmação da presença do médico cirurgião auxiliar nos procedimentos cirúrgicos, o que é obrigatório por lei, e a suspeita de que profissionais estrangeiros com diplomas de medicina e que são pós-graduandos estariam exercendo ato médico, o que é ilegal, uma vez que eles não têm diploma de medicina revalidado no Brasil.

Todas as fiscalizações do CREMERJ foram realizadas conjuntamente com a Decon RJ. Além disso, a autarquia segue em contato direto com o órgão. Na operação desta quarta-feira, os policiais civis da Decon realizaram uma investigação na clínica e saíram para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão relacionados aos responsáveis pela Clínica Celita Toledo.

Durante a operação, o centro cirúrgico da clínica foi fechado, porque, novamente, irregularidades foram encontradas, como medicamentos vencidos, que foram apreendidos pelos agentes. Por esse motivo, todas as cirurgias estão suspensas, mas as demais áreas da clínica continuam em funcionamento.

Paralelamente a isso, o CREMERJ dá seguimento aos ritos de interdição ética, que é quando médicos são impedidos pelo Conselho de atuar em determinado serviço ou estabelecimento de saúde por este não oferecer condições básicas que garantam a segurança dos pacientes e dos profissionais.

“Toda essa situação é muito crítica, principalmente a ausência do cirurgião auxiliar médico nos procedimentos cirúrgicos, sendo este substituído supostamente, pelo pós-graduando estrangeiro. O CREMERJ segue atuando em parceria com a Decon e com a Vigilância Sanitária. Nossa atuação é sempre com o foco de proteger a sociedade e garantir o bom exercício da medicina em nosso estado”, declarou Renata Lima, diretora do Defis.

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