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O CREMERJ promoveu, nessa sexta-feira, 23 de outubro, um evento em alusão ao Dia Mundial de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, que aconteceu na sede da autarquia, no auditório Júlio Sanderson, em Botafogo, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. A mesa de abertura foi composta pela vice-presidente do Conselho, Renata Lima; pelo conselheiro do CREMERJ Cesar Figueiredo; pelo médico infectologista Cesar Ferreira Ramos Filho, que é membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM); e pelo fundador da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), Mauro Romero Leal Passos, que é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Abrindo as apresentações, Mauro Romero Leal Passos ministrou a palestra “Por que um Dia Nacional, quiçá Mundial, de Combate à Sífilis?”, que destacou a relevância do tema para a sociedade, abordando números no mundo, crescimento da doença e formas de tratamento.

“São oito milhões de casos de sífilis por ano em todo o mundo. São mais de um milhão de casos de quatro DSTs curáveis a cada dia. Sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase são doenças tratáveis, com todos os remédios que tem mais de 40 anos. Em 2022, nas Américas foram registrados 3,37 milhões de casos novos de sífilis”, disse ele, em trecho da sua apresentação.

Na sequência, Thiago Petra, doutorando da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) ministrou a palestra “Por que devemos ouvir mais a mãe cujo filho teve sífilis congênita?”. Ele também apresentou números e mencionou que muitos casos de sífilis congênita poderiam ser evitados.

“Dois indicadores me chamam a atenção, que são do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, sobre o percentual de casos de sífilis congênita em relação ao total de casos de sífilis em gestantes. Ele mostra que, a cada 100 gestantes notificadas com sífilis, 27 tiveram recém-nascidos com sífilis congênita. Essa é a informação que está no boletim epidemiológico, ou seja, ela foi diagnosticada e, no final, o recém-nascido nasceu com sífilis congênita. E tem outra possibilidade, que é para calcular o percentual de evitabilidade da sífilis congênita. E o dado do boletim mostra que o percentual de evitabilidade da sífilis foi de 72,8%. Ou seja, 72,8% dos casos de sífilis congênita poderiam ter sido evitados, se as gestantes diagnosticadas tivessem sido tratadas adequadamente no período indicado”, ressaltou.

Ao término das apresentações, o professor Mauro Romero conduziu um momento de debate e de esclarecimento de dúvidas sobre o tema.

Sobre o combate à sífilis e à sífilis congênita no Brasil
No Brasil, o terceiro sábado do mês de outubro marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, conforme instituído pela Lei nº 13.430/2017. O período também é conhecido pela campanha Outubro Verde.

A data conscientiza a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da sífilis como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Além disso, destaca a necessidade do teste e do tratamento adequado da gestante para evitar a transmissão vertical a sífilis congênita – da mãe para o bebê.

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