Conselheiros do CREMERJ participaram nessa terça-feira, 24 de março, de um evento sobre Inteligência Artificial (IA), promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Fórum FGV abordou, em sua programação, a Resolução nº 2.454/2026, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que dispõe sobre a normatização do uso da IA na medicina.
O secretário-geral da autarquia do Rio, Gustavo Khaled, atuou como mediador. Compareceram ao evento: o conselheiro federal e do CREMERJ Raphael Câmara; os diretores Roberto Meirelles, André Luís dos Santos Medeiros e Fernando Barros; e os conselheiros Ronaldo Vinagre, Luiz Flavio Vinciprova Fonseca, Glaucia Moraes – coordenadora da Comissão CREMERJ Mulher – e Rômulo Capello Teixeira – que também é presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj).
O evento, que foi organizado pela coordenadora de cursos de MBA da FGV, Tania Regina da Silva Furtado, aconteceu na sede da instituição, que fica em Botafogo, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
De acordo com o conselheiro Gustavo Khaled, é essencial a participação do CREMERJ nesse debate. “O evento destacou-se pela sua relevância institucional, reunindo conselheiros de diversas autarquias. As discussões reforçaram o papel estratégico da automação e da IA no aprimoramento da eficiência e da qualidade das atividades dos Conselhos de Medicina, especialmente no âmbito do CREMERJ. O encontro foi marcado por debates produtivos e troca qualificada de conhecimentos, consolidando uma iniciativa promissora para o fortalecimento de parcerias e avanços na gestão pública”, disse ele.
Já o conselheiro federal e do CREMERJ Raphael Câmara destacou a relevância da normatização para a segurança de médicos e pacientes.
“É fundamental que o uso da inteligência artificial na medicina ocorra de forma responsável e em consonância com os valores éticos da nossa profissão. A segurança dos profissionais e dos pacientes é outro fator importante. Sabemos da importância da tecnologia para o avanço científico e na área médica, mas alguns pontos precisam estar bem definidos. A norma do CFM vem nesse sentido, assegurando ao médico o direito de utilizar ferramentas de IA como apoio à decisão clínica, à gestão em saúde, à pesquisa científica e à educação médica continuada, mas a palavra final é dele”, explicou Raphael Câmara.