O CREMERJ promoveu, nessa sexta-feira, 28 de agosto, o Jubileu de Ouro – solenidade que celebra 50 anos de formatura dos médicos. Nesta edição, foram homenageados os médicos da Turma de Medicina de 1975, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento aconteceu no auditório do Centro Empresarial Rio, situado em Botafogo, na Zona Sul da capital, e contou com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube do Conselho.
Para a abertura, compuseram a mesa solene o presidente da autarquia, Antônio Braga; o reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho; o diretor e professor titular da Faculdade de Medicina da UFRJ, Alberto Schanaider; o representante da Academia Nacional de Medicina (ANM), acadêmico Walter Araújo Zin; a vice-presidente do CREMERJ, Renata Lima; e o presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), Rômulo Teixeira.
No momento em que o Hino Nacional foi executado, imagens históricas, imagens históricas da Faculdade de Medicina da UFRJ foram exibidas no telão. Na sequência, Antônio Braga saudou a todos e desejou uma noite memorável. Roberto Medronho destacou a grande alegria em participar da cerimônia.
“Cinquenta anos representam muito mais do que a passagem do tempo. Representam uma vida inteira dedicada à medicina, ao cuidado, ao conhecimento e, sobretudo, às pessoas. Uma turma que atravessou profundas transformações científicas, tecnológicas e sociais. Apesar de ter atravessado essas profundas transformações científicas, tecnológicas e culturais, preservou aquilo que está na essência da nossa profissão, que é a humanidade, a alteridade, a empatia. E isso não há tecnologia que supere. Por isso, considero muito feliz o lema escolhido para essa celebração: ‘50 anos de tradição, excelência e humanidade’. São valores que também traduzem aquilo que a Faculdade de Medicina da UFRJ procura representar ao longo de sua história e é uma história mais do que bicentenária”, complementou o reitor.
O diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Alberto Schanaider, relembrou momentos que fizeram parte da história da faculdade e enalteceu a Turma de 1975, ressaltando a presença de professores renomados, pesquisadores mundialmente conhecidos e médicos consagrados. “Em nome da Faculdade de Medicina, eu quero parabenizar essa turma e dizer com muito orgulho que nós estamos aqui num congraçamento que valoriza a UFRJ, que valoriza o seu passado e que, mais uma vez, nos traz a esperança de que a gente tenha um futuro promissor, com a formação de qualidade, com uma pesquisa que seja a expressão de toda a inovação que a gente produz e com os nossos alunos, de uma forma sólida, graças a vocês, que plantaram as sementes que hoje eles colhem”, salientou.
A vice-presidente do CREMERJ, Renata Lima, fez a leitura da carta da Academia Nacional de Medicina (ANM), assinada pelo seu presidente, o acadêmico Antonio Egidio Nardi, em homenagem à turma do Jubileu de Ouro. Após esse momento, o orador da turma intitulada Ouro de 1975, o médico Carlos Alberto Machado, relembrou acontecimentos históricos que marcaram o mundo e, também, a Faculdade de Medicina da UFRJ no ano de 1975. Ele destacou, ainda, o prestígio da UFRJ, homenageou os colegas de turma já falecidos, assim como os que não puderam estar presentes, e agradeceu às famílias. “Viva a UFRJ. Viva o CREMERJ. Viva os médicos. Viva a Turma de 1975”, exclamou ele, encerrando o discurso.
Em seguida, todos os médicos presentes se levantaram para a renovação do juramento da Turma Ouro de 1975, que foi conduzido pelo médico Wanderlei Gonçalves. Na sequência, foram realizadas as homenagens. Para este momento, participaram Antônio Braga, Roberto Medronho e Alberto Schanaider, que entregaram aos médicos a medalha de ouro e o certificado. Após esse ato solene, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem póstuma aos médicos que já faleceram. Em seguida, o presidente do CREMERJ, Antônio Braga, fez as considerações finais, dando ênfase a esse momento especial, que fortalece a medicina no estado do Rio de Janeiro.
“Os desafios de se celebrar um Jubileu de 50 anos falam por si. Num momento onde a medicina vive tantos desafios, chegar à maturidade dessa profissão é algo a ser celebrado. Quando as senhoras e senhores formaram e transbordavam nos olhos a esperança de um futuro lindo, não foram os desafios que vivemos hoje. A proliferação descontrolada de escolas médicas, a invasão e desvalorização do ato médico. Pasmem, pacientes agredindo seus médicos. Seguradoras de saúde glosando as consultas que nós fazemos. Governos e governos, de lá, de cá, não dando o real valor à saúde e à nossa arte médica. Mas vocês nos dão esperança. Esperança de que após 50 anos conseguem se olhar como na juventude dos 25, que são remoçados ao encontrar a turma nessa casa do médico e ser reverenciados por uma vida dedicada à medicina”, concluiu.
