Gestores terão que garantir que atendimento siga o tempo da escala de Manchester sem interferir na autonomia médica para seu atendimento. Além disso, médico da sala vermelha não poderá ser chamado para outro setor e médico da UPA não poderá fazer transferência em ambulância
“Todo serviço de urgência e emergência deverá adotar, formalmente e por escrito, protocolo de triagem e classificação de risco cientificamente validado”. É o que determina a Resolução do CREMERJ 370, aprovada em plenária no dia 25 de agosto, que teve como relator o conselheiro Raphael Câmara. A normativa está em trâmite de publicação no Diário Oficial da União. A partir disso, após 90 dias, entrará em vigor em todo o estado do Rio de Janeiro.
O objetivo é estabelecer parâmetros de segurança para o atendimento médico de pacientes em unidades de pronto atendimento e demais serviços de urgência e emergência. Além disso, a resolução vincula o dimensionamento médico ao cumprimento dos tempos-alvo dos protocolos de triagem e de classificação de risco.
Para isso, a normativa considera a implementação de protocolos já validados para a admissão de pacientes em unidades de pronto atendimento. Para a elaboração do texto, foi usado como referência o Sistema de Triagem de Manchester, no qual determina tempos-alvo máximos para o primeiro atendimento médico: emergência (vermelho) – atendimento imediato; muito urgente (laranja) – até 10 (dez) minutos; urgente (amarelo) – até 60 (sessenta) minutos; pouco urgente (verde) – até 120 (cento e vinte) minutos; e não urgente (azul) – até 240 (duzentos e quarenta) minutos.
“É muito importante dizer que os médicos não poderão ser pressionados de maneira nenhuma para o cumprimento desse protocolo. Os gestores precisarão se organizar, realizando novas contratações, se isto for necessário, e terão um tempo até a normativa entrar em vigor. Essa medida é fundamental para proteger os pacientes e proporcionar um atendimento médico de qualidade à população fluminense”, declarou Raphael Câmara, que é conselheiro do CREMERJ e do Conselho Federal de Medicina (CFM).